A algum tempo venho notando um movimento pelo resgate da cultura e dos valores regionais. Acredito que seja um reflexo reverso da massificação da cultura, hoje temos acesso a qualquer momento de informações do mundo inteiro. Sempre soubemos o que os americanos e europeus vestiam, comiam, liam, ... mas agora sabemos até qual é a música mais tocada nas rádios da Sérvia. É muita coisa, não é?
Parece que a impossibilidade de consumir a cultura do mundo inteiro esta nos levando de volta a nossa própria cultura, ou quem sabe agora estejamos compreendendo o valor da multiplicidade de culturas e nos sentimos na obrigação de preservar a nossa também.
Parei pra pensar nisso lendo uma reportagem sobre o ilústre artista catarinense, Martinho de Haro. De como ele só foi reconhecido após morar alguns anos na Europa e de como hoje suas obras tem um valor financeiro muito alto e, é claro, um valor histórico e cultural maior ainda.
Acho que está chegando o tempo em que teremos mais orgulho em assistir um artista local do que um "internacional", que teremos orgulho de citar que em nossa coleção de discos temos um cantor que nasceu e viveu em nossa cidade, que teremos orgulho de dizer que conhecemos e preservamos a nossa cultura.
Fico feliz de estar vivendo este tempo.